22/03/2008

DOCE NÃO É SÓ AÇÚCAR

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Consumir doces, normalmente ricos em gordura e açúcares, promove uma sensação de bem-estar e conforto devido à produção de serotonina e endorfina pelo cérebro. Por conta disso, o hábito de comer sobremesa ou devorar um chocolate ao longo do dia pode se tornar um vício. O problema é que o açúcar refinado, presente na maioria dos doces, torna-se um vilão à saúde quando consumido em excesso. Um inocente cafezinho ou copo de suco pode virar um inimigo quando é acrescido de açúcar. Mas será impossível comer um docinho sem sobrecarregar o organismo?

Para começar, é bom saber quais as patologias mais comumente associadas ao consumo de açúcar refinado em excesso. 'O aumento dos casos de cáries dentais, obesidade e diabetes mostram que estamos comendo demais alimentos ricos em calorias e pobres em nutrientes', afirma a nutricionista Raquel Maia Chaves, sócia da Dhamma Consultoria em Alimentação. Segundo a especialista, devido ao processo de refinamento, esse tipo de açúcar acaba ficando vazio de nutrientes e é facilmente digerido, o que aumenta os níveis de glicose no sangue. 'O valor calórico fornecido em 01 colher de chá de açúcar refinado corresponde a 19,9 Kcal', afirma.

É um erro pensar que impossível comer doce sem consumir açúcar. Os diabéticos e pessoas que querem diminuir o consumo do alimento, devem comer sobremesas naturais, como frutas secas. 'É preciso cuidado com as compotas, só consuma as que não tiveram adição de açúcar na fórmulas. Uma boa dica é assar uma fruta com canela, pois a frutose não é prejucial', afirma Raquel.

Tipos de açúcar

O açúcar cristal é um tipo de açúcar que não passou por algumas etapas do processo de refinamento e por isso possui a aparência de pequenos cristais. É de difícil conservação, pois contém sais que absorvem água, tornando-se úmido e viscoso. O valor calórico fornecido em 01 colher de chá de açúcar cristal corresponde a 19,9 Kcal, ou seja, o mesmo valor do
açúcar refinado.

O açúcar mascavo é o que chamamos de açúcar natural, pois este não passa por nenhum processo de refinamento, sendo rico em nutrientes tais como ferro, sódio, potássio, cálcio, entre outros, e vitaminas C e do complexo B. O valor calórico fornecido em 01 colher de chá de açúcar mascavo corresponde a 14,7 Kcal.

Como é possível adoçar as receitas sem usar açúcar

Para adoçar as receitas, convém seguir o que as mesmas indicam, pois a troca do açúcar por outra substância como mel, karo etc. pode acabar 'prejudicando'a receita e a mesma não acabar saindo corretamente. O que pode ser feito no caso das receitas que vão ao fogo/forno é a substituição do açúcar pelo adoçante do tipo forno e fogão, pois este foi desenvolvido
para o uso culinário, suportando as altas temperaturas sem gerar danos à saúde. Vale lembrar que os adoçantes convencionais não podem ser utilizados em altas temperaturas pois se tornam prejudiciais ao organismo.


DIABETES SOB CONTROLE

Dez dicas alimentares para evitar e combater o problema


O diabetes é um distúrbio metabólico causado por ausência absoluta (Tipo I) ou relativa (Tipo II) de insulina. O diabetes Tipo 1 ocorre mais freqüentemente em crianças ou no jovens, já a diabetes Tipo II se manifesta mais freqüentemente nos idosos e nos obesos. Sua característica fundamental é a hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue).

O diabetes Tipo II é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o Tipo I e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e a combinação destes com a insulina.

O diagnóstico do diabetes é feito geralmente medindo-se o nível de glicose no sangue em jejum. O nível ideal de glicose é de 70 a 99 mg/dl²; taxas de 100 a 125 mg/dl² são consideradas suspeitas e mais de 126 mg/dl² é diagnóstico de diabetes.


Sinais e Sintomas
Pessoas com níveis altos de glicose no sangue podem apresentar:

• Muita sede;
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual);
• Fome exagerada;
• Visão embaçada;
• Infecções repetidas na pele ou mucosas;
• Machucados que demoram a cicatrizar;
• Fadiga (cansaço inexplicável);
• Dores nas pernas por causa da má circulação.

Dez dicas de para uma alimentação saudável:

1) Consumir fibras solúveis, encontradas na aveia, bagaço de laranja, casca de frutas como maçã, goiaba, pode reduzir a hiperglicemia, pois quando ingeridas provocam atraso no esvaziamento gástrico, com isso a glicose vai sendo liberada lentamente e sua concentração no sangue eleva-se mais lentamente também.

2) Coma quatro ou cinco vezes por dia: Fazendo quatro ou cinco refeições leves e equilibradas você leva o organismo a utilizar mais facilmente o seu combustível de reserva, que são as gorduras, além de conseguir controlar melhor seu apetite e vontade de beliscar alimentos desnecessários.

3) Coma sempre nos mesmos horários: Programe os horários das refeições de modo que possa cumpri-los.

4) Respeite a quantidade e a qualidade dos alimentos permitidos;

5) Beba bastante líquido: água filtrada, mineral (sem gás) e sucos naturais (sem açúcar) para hidratar-se.

6) Utilize adoçante nos sucos e no cafezinho, ao invés de açúcar;

7) Dê preferência às carnes magras e sem gordura visível;

8) Cuidado com os produtos light e diet: apesar de apresentarem redução de algum nutriente, nem sempre, esta restrição é em calorias ou gorduras.

9) Pratique atividades físicas: Caminhar 3 vezes por semana, por 30 minutos cada sessão, irá ajudá-lo bastante.

10) Lembre-se que evitando alguns maus hábitos alimentares, você ganha mais saúde, disposição e qualidade de vida.

21/03/2008

CANYONING

Canyoning


O Canyoning é um desporto que consiste na exploração progressiva de um rio, transpondo os obstáculos verticais e anfíbios, através de diversas técnicas e equipamentos.

Este desporto teve o seu nascimento no final da década de 70 na Europa, mais precisamente em França e em Espanha.

O desporto em Portugal está a crescer rapidamente, uma vez que este país tem diversos rios, que proporcionam esta prática desportiva.

A emoção e adrenalina é a maior atracção para os praticantes que se apaixonam pela exploração de canyons. Aquando do avanço progressivo do rio, os praticantes conseguem ser supreendidos por situações novas e inesperadas.

Ao contrário do que alguns pensam, o Canyoning é um desporto extremamente seguro, que utiliza equipamentos de alta tecnologia e desempenho. O facto de se estar em contacto permanente com a natureza consegue transmitir ao praticante do desporto uma sensação inexplicável de liberdade e harmonia.





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O Canyoning na Ilha da Madeira

O canyoning na Madeira começou em fins de 1989 por um grupo de franceses, liderados por Frederic Feu, ligado a uma empresa de nome Atalanta. Começou-se nesta altura a exploração de alguns cursos de água na Ilha da Madeira como o Ribeiro Frio, e posteriormente a Ribeira das Cales.

Esta modalidade continuou a ser praticada por alguns madeirenses, que contribuíram na exploração e equipamento de alguma ribeiras surgindo depois alguns continentais, e mais tarde um grupo de franceses dos quais destaco Antoine Florin. Algumas das ribeiras a serem exploradas posteriormente ás cales e ao Ribeiro Frio foram a parte superior da ribeira do inferno, a ribeira da hortelã entre outras. Desde o ano de 2000 os itinerários naturais nomeadamente as ribeiras foram exploradas por pessoas ligadas a Associação de Desportos de Aventura Desnível, que tem vindo a realizar alguns estágios de canyon acabando por equipar algumas ribeiras. De destacar é o trabalho feito por um grupo de franceses liderado por Antoine Florin ao qual acabaram também por se juntar alguns Madeirenses.

Antoine Florin acabou por equipar e reequipar desde Setembro do ano 2000 até à data cerca de 40 canyons, a maior parte está equipada integralmente outros não. Neste momento existe á venda um livro denominado Canyons da Madeira, editado pelo próprio, e pode ser encontrado no seu site www.canyoning-madeira.com.

Desde Agosto de 2006 a Canyoning Madeira pelas mãos de Nuno Freitas foi pioneira na divulgação dos itenerários existentes na Ilha da Madeira, contribuído na divulgação e internacionalização destes ao publico em geral. Esta actividade até à data era um pouco fechada e falada apenas a um grupo restrito de pessoas que viam no canyon o seu maior segredo.

BALONISMO

Balonismo é o esporte aéreo praticado com um balão de ar quente. Possui adeptos em todo o mundo, no Brasil, o esporte vem se tornando popular.


Balonismo no Brasil
A primeira tentativa de vôo com um balão a ar quente no Brasil envolveu o padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão, em 1709. Padre Bartolomeu realizou o primeiro vôo, mas sem nenhum passageiro. Na verdade a grande descoberta do padre foi o fato de provar que algo mais pesado que o ar poderia planar. Foram os dois irmãos franceses, [Etiene e Joseph Montgolfier] que, em 1783, realizaram o primeiro teste com um balão tripulado. O vôo foi um sucesso e visto por quase toda a população de Paris da época. O primeiro vôo de balão tripulado no Brasil só foi acontecer no ano de 1885, quando Edouard Heilt sobrevoou por alguns segundos o Saco dos Alferes, no Rio de Janeiro.



Em 1987 foi fundada no Brasil a Associação Brasileira de Balonismo, entidade máxima do esporte no Brasil.


Algumas das provas de Balonismo são:
Fly In: Os competidores tentarão voar para um alvo comum, determinado pelo juiz. Aquele que conseguir jogar sua marca o mais próximo do alvo, será o vencedor.
Fly On (ou Continuação de Vôo): Os competidores vão declarar seu próximo alvo em vôo, escrevendo suas coordenadas na marca da prova anterior, e tentarão voar para o seu alvo. Quem conseguir atingir a menor distância do seu alvo declarado, será o vencedor.
Caça à Raposa: Um balão decola antes dos competidores e faz um percurso aleatório de vôo. Após um determinado período de tempo (geralmente entre 10 e 30 minutos, dependendo das condições de vento), os outros balões decolam e procuram seguir o mesmo percurso, em busca do balão raposa. O competidor que conseguir pousar mais próximo do ponto onde o balão raposa aterrissou será o vencedor. Vale lembrar que esta não é uma prova competitiva e é utilizada apenas em festivais ou eventos não competitivos.
Key Grab (ou Prova da Chave): Um mastro é colocado na área de público do evento e os competidores podem escolher um ponto de decolagem livremente, a uma distância mínima determinada pela organização. Vence o balão que consegue se aproximar em vôo do mastro e agarrar a chave - ou o símbolo da festa - pendurado em sua ponta.
Alvo declarado pelo juiz: Os balonistas procuram jogar suas marcas (um saquinhos de areia com uma fita com o número de seu balão) bem em cima de um alvo colocado no solo. Quando há mais de um alvo declarado, e o competidore pode escolher o alvo que melhor lhe convier, a prova é chamada de Valsa de Hesitação.

Eventos
Festival Internacional de Balonismo de Torres


O Festival Internacional de Balonismo ocorre anualmente na praia de Torres / Rio Grande do Sul / Brasil.

No ano de 1989 surgiu a idéia de trazer alguns balões para a abertura de um outro festival que era realizado no município, o sucesso foi tão grande que, a partir do ano seguinte, surgia o I Festival Sulbrasileiro de Balonismo.

O I Festival de Balonismo de Torres contou com a presença de dez balões. O evento, que era inédito no sul do Brasil teve sua primeira edição no mês de Outubro, mas os ventos não foram muito favoráveis e impediram a realização de algumas provas.

A segunda edição em 1990, foi transferida para o mês de abril, mês com ótimas condições climáticas para o vôo. Com quinze balões e centenas de pessoas prestigiando o evento, o Festival se tornou um sucesso absoluto, e abril passou a ser o mês oficial do festival até os dias de hoje. Esperado com ansiedade pelos moradores da cidade, que praticamente vivem do turismo, o Festival de Balonismo colore os céus de Torres.

Esta praia se tornou ao longo destes anos a Capital Brasileira do Balonismo, e recebe cerca de 100.000 pessoas por ano no Parque de Balonismo no período de realização do Festival. No Balonismo, os pilotos enfrentam uma série de provas que os possibilita demonstrarem todos os conhecimentos.

As provas do Festival de Balonismo
Caça à Raposa: Um balão decola em vôo livre e, passado cerca de dez minutos, o juiz autoriza a decolagem dos demais, que devem persegui-lo. O balão raposa faz o possível para dificultar a perseguição. Ganha a prova o balonista perseguidor que pousar mais perto deste balão raposa.

Fly In: Os balões decolam fora da área do festival tentando jogar suas marcas o mais próximo possível de um alvo delimitado dentro da área do evento.

Cotovelo: Nesta tarefa, o balonista decola, voa para um alvo, atinge-o com a marca e depois, desviando o rumo, voa para um segundo alvo e joga outra marca. Ganha mais pontos o balonista que, nessa mudança de rumo, fizer um ângulo mais apertado.

Distância Máxima: Cada balonista só pode lançar sua marca após um determinado período de vôo. Ganha mais pontos o balonista que lançar sua marca mais distante do local de decolagem. Esta tarefa é feita em dias de ventos fortes.

Distância Mínima: Tarefa normalmente feita em dias de vento fraco. O balonista só pode lançar sua marca após determinado período de vôo. Ganha mais pontos aquele que tiver percorrido a menor distância.

Até a Linha: Escolhe-se um local e os balões voam em sua direção. Vence a prova quem fizer o percurso em menos tempo.

Prova do Mastro: Uma das provas disputadas com mais entusiasmo pelos pilotos, tanto pela dificuldade quanto pelos prêmios oferecidos. Nesta prova é colocada a chave de um carro 0 km dentro de uma sacola, de um tamanho razoável, fixada no alto de um mastro de 6 a 10m de comprimento. Todos os concorrentes decolam de uma distância mínima de 3 quilômetros do local onde está o mastro e o objetivo é, sem tocar no solo, apanhar com as mãos a chave do carro.

Nesses 17 anos de festivais, vários pilotos chegaram ao título, porém apenas Sacha Haim conseguiu a proeza de ser Penta-campeão.

Histórico dos vencedores
1º Festival Sulbrasileiro de Balonismo
De 7 a 9 de outubro de 1989 / Campeão: Orlando Genicolo Filho

2º Festival de Balonismo
De 28 de abril a 01 de maio de 1990 / Campeão: Antônio Carlos Hays Marques "Caco"

3º Festival de Balonismo
De 28 a 31 de março de 1991 / Campeão: Miguel Leivas

4º Festival Kodak/Skol de Balonismo
De 30 de abril a 03 de maio de 1992 / Campeão: Leonel Brites

5º Festival de Balonismo
De 29 de abril a 02 de maio de 1993 / Campeão: Antonio Carlos Hays Marques “Caco”

6º Festival de Balonismo
De 21 a 24 de abril de 1994 / Campeão: Walterson Leite Lima

7º Festival Kaiser de Balonismo
De 13 a 16 de abril de 1995 / Campeão: Ademir Brollaci

8º Festival Kaiser de Balonismo
De 04 a 07 de abril de 1996 / Campeão: Aquilino Gimenez

9º Festival Kaiser de Balonismo
De 18 a 21 de abril de 1997 / Campeão: Luis Eduardo Consiglio

10º Festival de Balonismo
De 30 de abril a 04 de maio de 1998 / Campeão: Rui Kalousdian

11º Festival de Balonismo
De 01 a 04 de abril de 1999 / Não houve prova devido a chuva

12º Festival Internacional de Balonismo
De 28 de abril a 01 de maio de 2000 / Campeão: Fábio Passos

13º Festival Internacional de Balonismo
De 27 de abril a 01 de maio de 2001 / Campeão: Sacha Haim

14º Festival Internacional de Balonismo – Copa Mercosul
De 30 de abril a 05 de maio de 2002 / Bi-Campeão: Sacha Haim - pegou a chave de uma moto na prova do mastro

15° Festival Internacional de Balonismo
De 18 a 21 de abril de 2003 / Tri-Campeão Sacha Haim

16° Festival Internacional de Balonismo
De 8 a 11 de abril de 2004 / Tetra-Campeão Sacha Haim

17° Festival Internacional de Balonismo
De 21 a 24 de abril de 2005 / Penta-Campeão Sacha Haim

Curiosidades do festival

Durante esses dezesete anos de competições, existiram alguns momentos que vão ficar guardados na memória.

Em 1992, foi o primeiro ano em que se conseguiu finalizar a prova do mastro, tendo como campeão da prova e também do festival Leonel Brites.

Outro fato curioso foi no ano seguinte em 1993, em que Lincoln Freire realizou o vôo pendurado no balão em formato de uma latinha de cerveja Skol, fato este inédito na América do Sul até então.

Mas o mais impressionante e curioso foi no ano de 1995, em que aconteceu um casamento dentro de um balão semi – inflado, o balonista Eduardo Mello e sua noiva Patrícia optaram em realizar a união conjugal durante o evento.

E foi neste ano também que aconteceu o primeiro susto de todos os festivais, dois balões foram parar do mar. Chegaram a entrar cerca de 500 metros para dentro do mar. Para a tristeza de quem se preparou durante o ano todo, em 1999 em função da chuva, não se realizou nenhuma prova.

E desde o ano de 2001, não há quem consiga derrotar Sacha Haim, que neste ano de 2005, conquistou o seu penta campeonato, sendo vencedor também em 2002 da prova do mastro.


Night Glow
O Night Glow é um dos momento mais esperado pelos visitantes, pois é realizado à noite. Não ocorrem vôos noturnos na cidade de Torres mas apenas dentro do parque do festival. No Night Glow, são inflados todos os balões, apagam-se as luzes ao redor da arena onde estão localizados e liga-se e desliga-se os maçaricos, deixando o ambiente todo colorido e iluminado, preparam um verdadeiro show.


O balão
Segundo a Federação Aeronáutica Internacional, o balonismo é o esporte aéreo mais seguro do mundo há mais de vinte anos, em função de o balão ser constituído por um material feito com tecnologia espacial aplicada a aeronáutica.

Por ser o mais seguro, é a única aeronave que não exige o uso de pára-quedas.

A segurança do balão começa pelo material com o qual é feito, passando pela resistência de seus componentes como o envelope, cordame, cesto, maçarico, botijão de gás, que são fabricados para suportar nove vezes a exigência normal, além de se ter um limite de segurança quanto a velocidade dos ventos para poder se decolar um balão. As velocidades são de até 25 Km/h, e para balões em formatos especiais o limite do vento é de 15 Km/h.

O envelope do balão é feito com o tecido nylon. Este tecido recebe um tratamento especial contra a propagação do fogo. Os cordames são de kevlar, um material que não queima, não conduz eletricidade, não apodrece e cada um deles, com a espessura de um cordão de sapato, suporta 600 quilos de peso.

A boca do balão é revestida de nomex, material que retarda o fogo e impede que se propague. O cesto, preso ao balão por quatro a oito cabos de aço, carrega quatro botijões de gás e geralmente tem espaço para no máximo três adultos, num total aproximado de 300 quilos. Mas, cada um desses cabos agüenta uma tonelada. O gás utilizado é o propano e não o hidrogênio que era usado no dirigível de Hindenburg (que pegou fogo na década de 30).



Os componentes de um balão
Envelope - é a parte de tecido dos balões, é feita de nylon que resiste a temperaturas superiores a 120°C e oferece uma extraordinária resistência a calor, raios ultravioleta e umidade. A vida útil de um balão pode chegar a aproximadamente 700 horas de vôo, pois constantemente estão fazendo testes e estudando um material que melhor se adapte para o envelope. A base do balão, conhecida popularmente como “boca do balão” é construída com nomex que resiste a 400°C, e é totalmente a prova de fogo.

Maçarico - este componente é tão importante para o balão que pode ser comparado com a importância do motor para um automóvel. O maçarico é então considerado o motor do balão. Ele é feito com aço inoxidável. Quando um balão está em ascensão, à temperatura na coroa do topo do maçarico é de aproximadamente 100°C.

Cilindro - normalmente os cilindros, ou botijões, de um balão são de alumínio, aço inox ou titânio. É importante que sejam leves para não comprometer a relação de carga a ser levada no balão. Podem ser utilizados na posição vertical ou na horizontal. A quantidade de cilindros levados em balão depende do tamanho do cesto, ou ainda do interesse do piloto no momento do vôo. Quanto mais gás ele puder levar, mais autonomia de vôo ele terá. Normalmente são levados 4 cilindros.

Cesto – é a parte do balão destinada a levar os ocupantes, os cilindros e os instrumentos que serão utilizados durante o vôo. O cesto é também conhecido pelo nome de “Gôndola”, e o material utilizado na fabricação é o vime, mas há também por baixo do cesto cabos de aço que tem a função de sustentar todo o conjunto, além de tubos de alumínio para a colocação das bengalas de nylon que servem para sustentar o maçarico.

Ventoínha – está tem função importante e serve para empurrar com maior rapidez e eficiência o ar frio para dentro do envelope do balão, auxiliando assim a sua inflagem.

Como controlar um balão
O controle do balão é feito através da manipulação de sua temperatura interna. Essa temperatura interna é regulada pelo maçarico. O balão só permite o controle vertical de subida e descida, o deslocamento horizontal é dado pelo direção do vento. Não há como se estabelecer com precisão a rota que vai ser tomada pelo balão, apenas é calculada e corrigida procurando-se as diferentes camadas de vento.

A descida se dá pelo resfriamento natural do balão ou pelo uso do "tap”, uma espécie de válvula em forma de para-queda que se abre no topo do balão para que o ar quente saia.

Na prática:

Para fazer o Balão subir, aciona-se o maçarico que, por sua vez, aquece o ar. O vôo dos Balões é controlado através do maçarico que ligando e desligando, o piloto pode controlar com precisão a altitude. Mas quem define a direção a tomar não é o piloto e sim o vento que nas diferentes alturas das diversas correntes, define o rumo dos Balões.

Um balão pode voar até 16 mil metros de altura ou a poucos centímetros do chão.

A autonomia de um vôo é de duas horas e meia, já que um balão leva, normalmente, 80 quilos de gás e consome em torno de 25 a 30 quilos por hora.

No topo do balão existe uma espécie de alçapão, chamado de pára-quedas, que é mantido fechado pela pressão interna do ar. Quando se deseja descer mais rápido, ou então no pouso, puxa-se um cabo que faz com que o pára-quedas desça um pouco, deixando escapar ar quente e com isso fazendo o balão descer.


Ligações externas

Portal Balonismo No Ar
Associação Brasileira de Balonismo
Portal Nova Era Balões/Balonismo
Portal RVB Balonismo
Portal Balonismo No Ar
Portal de Aviação
Praia de Torres/RS/Brasil
Notícias e reportagens sobre balonismo
International Ballooning Comission - em ingês

ASA-DELTA

A Asa-Delta é um tipo de aeronave composta por tubos de alumínio, que proporcionam a sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da aeronave no ar. A origem deste nome, Asa-Delta, deu-se pela semelhança da letra grega, que tem forma de triângulo, com o fortado da asa desta aeronave.




História
A primeira asa-delta foi construída em 852 d.C. por Abbas Ibn Firnas, um árabe.

O alemão Otto Lilienthal é considerado o pioneiro, pois desde 1871 se dedicava a construção de planadores que ele mesmo testava em um monte construído por ele e sua equipe nas proximidades de Berlim.[1] [2]

O estadunidense Francis Rogallo participou de um programa pioneiro da NASA que pretendia criar um pára-quedas direcionável. Dos estudos que realizou, Rogallo criou uma aeronave que possuía uma estrutura metálica apoiada em um triciclo.

Os australianos John Dickenson, Bill Moyes e Bill Bennett foram os precursores da asa-delta na Austrália em 1969.

No Brasil, Luis Claudio Mattos é considerado o precursor.[3]

O recorde mundial de distância em linha reta alcançado por uma asa-delta é de 700,6 Km no Texas, EUA pelo piloto austríaco Manfred RUHMER.[4]

No Brasil, a maior distância percorrida por uma asa-delta foi de 452Km, pelo piloto gaúcho André Wolf, decolando da cidade de Quixadá no Ceará, quebrando o recorde anterior que era do brasiliense "Fernando DF" com 437Km, também decolando de Quixadá.

O Brasil foi campeão mundial de asa-delta por equipe em 1999 e continua sendo um dos países do mundo com maior nível técnico e de praticantes.

ECOTURISMO

O ecoturismo é uma forma de turismo voltada para a apreciação de ecossistemas em seu estado natural, com sua vida selvagem e sua população nativa intactos.

Embora o trânsito de pessoas e veículos seja agressivo ao estado natural desses ecossistemas, os defensores de sua prática argumentam que, complementarmente, o ecoturismo contribui para a preservação dos mesmos e para o desenvolvimento sustentado das populações locais, melhorando a qualidade de vida das mesmas.

O ecoturismo é percebido pelos seus adeptos ou tende a ser promovido como:

uma forma de praticar turismo em pequena escala;
uma prática mais ativa e intensa do que outras formas de turismo;
uma modalidade de turismo na qual a oferta de uma infra-estrutura de apoio sofisticada é um dado menos relevante;
uma prática de pessoas esclarecidas e bem-educadas, conscientes de questões relacionadas à ecologia e ao desenvolvimento sustentável, em busca do aprofundamento de conhecimentos e vivências sobre os temas de meio-ambiente;
uma prática menos espoliativa e agressiva da cultura e meio-ambiente locais do que formas tradicionais de turismo.
De acordo com David Weaver, registrou-se o termo pela primeira vez no início dos anos 80.

O Ecoclub.com define-o como um estado ideal de um turismo que:

minimiza seu próprio impacto ambiental;
patrocina a conservação ambiental;
patrocina projetos que promovam igualdade e redução da pobreza em comunidades locais;
aumente o conhecimento cultural e ambiental e o entendimento intercultural;
e que seja financeiramente viável e aberto a todos.
Já a International Ecotourism Society[1] define ecoturismo como a viagem responsável para áreas naturais que conservam o ambiente e melhorem o bem-estar da população local. Isto significa que quem opera e participa de atividades ecoturisticas deve seguir os seguintes sete princípios:[2]

minimizar impactos
desenvolver consciência e respeito ambiental e cultural;
fornecer experiências positivas para ambos visitantes e anfitriões;
fornecer benefícios financeiros diretos para a conservação;
fornecer benefícios financeiros e poder legal de decisão para o povo local;
Elevar a sensibilidade pelo contexto político, ambiental e social dos países anfitriões;
Apoiar os direitos humanos internacionais e acordos trabalhistas.
A atividade, como presentemente configurada em muitas partes do mundo, é confundida com o turismo de aventura e, de fato, há quem inclua esta última, assim como outras nomenclaturas dadas ao turismo (por exemplo: turismo rural, turismo responsável, turismo ecológico, turismo alternativo, turismo verde, turismo cultural) como partes ou derivações de uma generalização chamada ecoturismo.

O ecoturismo no Brasil

Chapada Diamantina na Bahia.O ecoturismo, segundo o documento Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo, publicado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com a EMBRATUR e o IBAMA, é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações. O Instituto de Ecoturismo do Brasil coloca como condições para a existência de ecoturismo a) respeito às comunidades locais; b) envolvimento econômico efetivo das comunidades locais; c) respeito às condições naturais – conservação do meio ambiente; d) interação educacional - a garantia que o turista incorpore para sua vida o que aprende em sua visita, gerando consciência para a preservação da natureza e do patrimônio histórico/cultural/étnico. Se não houver estas condições não é ecoturismo! Há porém, controvérsias, existindo pelo mundo, ao menos algumas dezenas de tentativas de conceituação do termo e da atividade e seus autores, estudiosos, empresários, prestadores do trade turístico, diletantes e apreciadores de viagens em geral estão longe de alcançar um consenso. Entre os que têm discutido cientificamente a questão no Brasil, pode-se citar Dóris Ruschmann, Zysman Neiman, José Osmar Fonteles, Paulo dos Santos Pires, Paul Joseph Dale, Sérgio Salazar Salvati, Laudo Natsui, Karen Garcia e Laura Rudzewicz. A publicação de material científico sobre o tema no país ainda é tímida em relação ao quanto o ecoturismo se tornou popular através dos veículos da imprensa e no cotidiano dos que apreciam a natureza. Sobretudo ao comparar-se a difusão de estudos sob a forma de livros em relação ao volume de material meramente jornalístico e de divulgação comercial sobre o assunto. Algo que pode contribuir para uma distância entre o que se pretende e alega como ecoturismo e o que de fato se pratica e difunde. Possivelmente, uma das causas para o conflito entre as concepçôes de ecoturismo pelo senso comum e por viés mais criterioso.



Alguns destinos de visitação, com perfil de ecoturismo no Brasil
Região Sul

Banhado do Taim, RS
Parque Nacional do Superagüi, PR
PR,PR
Itaimbezinho, RS
Bombinhas, SC

Região Sudeste

Juquitiba, SP
Socorro, SP
Brotas, SP
Cunha, SP
Itatiaia, RJ
Delfinópolis, MG
Ibitipoca, MG
Serra do Cipó, MG
Paranapiacaba, SP
Serra da Canastra, MG
Angra dos Reis, Ilha Grande, RJ
Parque Nacional do Caparaó, MG/ES


Região Centro-Oeste

Bonito, MS
Jardim, MS
Chapada dos Veadeiros, GO
Chapada dos Guimarães, MT
Cáceres, MT



Região Nordeste

Floresta Nacional do Araripe, CE
Jacobina, BA
Jericoacoara, CE
Lençois Maranhenses, MA
Chapada da Diamantina, BA
Parque Nacional de Sete Cidades, PI
Parque Nacional de Fernando de Noronha, PE
Quixadá, CE

Região Norte

Ilha do Marajó, PA
Presidente Figueiredo, AM
Pico da Neblina, AM


Atividades consideradas ecoturismo
Esta é uma lista de actividades por vezes consideradas dentro do ecoturismo. Têm em comum o facto de serem praticadas em meio ao ambiente natural; no entanto, algumas têm suficiente impacto ambiental para não serem consideradas boas práticas pelos ecologistas, p. ex. o canyoning em trechos de rio usados para nidificação de aves de rapina.



Tirolesa
A chamada tirolesa é a prática da travessia de montanhas, vales ou canyons, por meio de cordas, utilizando uma roldana e equipamentos apropriados. Essa modalidade de esporte radical é muito difundida no mundo inteiro, principalmente na Nova Zelândia. Seu nome, origina-se da região do Tirol, onde foi desenvolvida.



Cavalgada
Percorrer a cavalo percursos em meio à natureza. É uma atividade especialmente indicada para terrenos muito acidentados ou em terrenos onde o tráfego de veículos não seja possível ou permitido, especialmente se necessário transportar equipamentos para outras atividades.



Passeios a pé em veredas e "levadas"
A ilha da Madeira, a meio ao oceano Atlântico, é um local muito procurado para passeios a pé ao longo de veredas e também em levadas.



Snorkeling e flutuação
A flutuação é um passeio em que o turista flutua, equipado com roupas de neoprene, colete salva-vidas, máscara e snorkel, em um trecho de rio, geralmente com pouca velocidade de correnteza, e observando a fauna e flora aquática. Como é um passeio de ecoturismo, existem regras a serem seguidas, visando a conservação do ambient aquático. Na região de Bonito e Jardim, no estado de Mato Grosso do Sul, existem passeios de flutuação em rios de água cristalina, com alta biodiversidade, belíssimos.

Bóia-cross
O Bóia-cross, é a prática de descer corredeiras classe II (leves) em grandes bóias redondas. A atividade inclui brincadeiras no rio e é acompanhada por canoístas profissionais que garantem a segurança dos participantes.

Duração média: 1h30 no rio e 2h30 no total. Altura mínima: 1m40


Observação de aves
A observação de aves é o passeio de ecoturismo que tem como objetivo a observação das aves em seu hábitat natural, sem interferir no seu comportamento ou no seu ambiente. Tal roteiro constitui uma forma legítima de exploração ecoturística das áreas naturais, visto ser uma prática de baixo impacto. O público que procura este tipo de atividade é um público específico que possui alto grau de consciência ambiental, estando atento e adotando seriamente as práticas de mínimo impacto em ambientes naturais. Lugares que possuem vocação natural para a exploração dessa atividade são áreas naturais em bom estado de conservação, com boa infra-estrutura receptiva e que já possuam catalogadas as espécies de aves que ocorrem na área. Em geral, os roteiro de observação de aves são desenvolvidos primordialmente em trilhas e horários distintos dos utilizados no programa turístico normal, e são acompanhados de guia especializado.


Cicloturismo
Cicloturismo é uma modalidade turística onde o principal meio de transporte é a bicicleta e o Cicloturista, turista que pratica Cicloturismo, passa pelo menos um pernoite fora de seu local de convívio habitual, além de ser uma atividade não competitiva.


Paragliding

Asa-delta

Balonismo

Canyoning

Rafting
O rafting é uma atividade praticada em botes com capacidade de 5 a 7 pessoas no máximo, sempre conduzido por um guia profissional e canoístas para garantir a total segurança dos praticantes.


Turismo geológico
Turismo geológico é o turismo que tem por fim visitar locais de elevado valor geológico, como vulcões e geoparques.

Os Dez Mandamentos do ecoturista
Amarás a Natureza sobre todas as coisas.
Honrarás e preservarás o bom humor;
Estarás sempre pronto a colaborar;
Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;
Utilizarás os serviços dos guias credenciados;
Não reclamarás;
Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;
Não matarás mosquitos, formigas e carrapatos;
Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;
Não poluirás o meio-ambiente.

Cinco Mandamentos do Ecoturismo
Da natureza nada se tira a não ser fotos.
Nada se deixa a não ser pegadas.
Nada se leva a não ser recordações.
Andar em silêncio e em grupos pequenos.
Respeitar uma distância dos animais, evitando gerar stress

MERGULHO

Existem três tipos de Mergulho: livre, autônomo e o dependente ou umbilical. O mergulho livre é a modalidade em que o mergulhador nao usa de equipamentos para respiração subaquática. No mergulho autônomo o mergulhador é auxiliado por equipamentos que ele carrega consigo, que o permitem respirar embaixo d'água. Já no mergulho dependente, o suprimento de ar não é levado pelo próprio mergulhador, mantendo-se a alimentação da superfície.

O mergulho dependente não é praticado por mergulhadores amadores ou esportistas, uma vez que como não há limitação de ar para a permanência do homem sob a água, facilmente os limites não descompressivos do mergulho acabam sendo ultrapassados, exigindo assim diversas paradas programadas para descompressão.

Ademais, uma interrupção no fornecimento de ar para o mergulhador pode ser fatal, dependendo da profundidade e do tempo que se encontra mergulhando. Para os iniciantes é recomendado o mergulho livre. Só com doze anos de idade é que se pode começar com o mergulho autônomo.

O mergulho dependente é largamente utilizado por profissionais, especialmente os que trabalham em plataformas de petróleo e na construção civil.

O padre italiano Giovanni Alfonso Borelli foi o primeiro homem a mergulhar com segurança e conforto. Seu bem-sucedido passeio subaquático, em 1679, contou com um traje impermeável feito de couro e untado de sebo. Ele tentava, rusticamente, reduzir as agruras causadas pelo frio, uma das grandes dores de cabeça dos mergulhadores. Antes dele, porém, o historiador grego Heródoto relatava que o imperador Xerxes tinha organizado expedições para buscar, nas profundezas do oceano, os tesouros submersos dos persas.

Aristóteles, o notável filosofo da Grécia antiga, narrou a descida de Alexandre, o Grande, num sino de mergulho primitivo para observar a vida marinha.

No ano de 1899, o francês Besnoit Rouquayrol patenteou o primeiro aparelho de respiração autônoma. Mas faltava uma válvula de alta pressão. Sem ela, não havia como equilibrar as altas pressões existentes no fundo do mar. A solução foi encontrada pelo francês Jacques-Yves Cousteau, em 1943. Na época, ele vivia no sul da França, praticando caça submarina para se manter. Junto com o engenheiro Emile Gagnham, que projetou uma válvula de alta pressão, Cousteau aperfeiçoou o aparelho de Rouquayrol, batizado de aqualung.



Mergulho livre consiste basicamente nas técnicas para uma descida sem o auxílio de equipamentos que asseguram a respiração subaquática. O mergulhador depende exclusivamente de sua capacidade pulmonar, preparação física e principalmente do controle emocional.

Existem várias modalidades de Mergulho Livre competitivas ou não, dentre elas tem-se o Mergulho contemplativo, como o nome diz, para contemplar o ambiente aquático, tem-se o mergulho com Lastro constante, onde o mergulhador desce a uma determinada profundidade usando um cinto de lastro, porém o mesmo não pode se ultilizar de cabo-guia, Lastro constante sem nadadeiras, que vale as mesmas regras para o anterior salvo que o uso de nadadeiras, Imersão livre é a modalide mais natural possivel, onde o mergulhador usa apenas um cabo para descer a maior profundidade possivel e retornar. Tem também o Lastro variavel, onde o mergulhador desce com o auxilio de lastro controlado (sled) ligado ao cabo-guia. Após atingir a profundidade desejada, o mergulhador abandona o lastro e retorna à superfície utilizando o cabo-guia ou simplesmente usando as nadadeiras e por fim o No limits, essa é a modalidade dos grandes profundistas. É derivada do lastro variável, porém a diferença está no modo de retorno à superfície. O mergulhador pode utilizar-se de um balão ou colete inflável, ou ainda outro meio mecânico para subir o mais rápido possível, devido à grande profundidade atingida.

No Brasil temos referencias mundiais no mergulho livre, como por exemplo Karoline M Meyer, Ricardo da Gama Bahia, Carolina Schrappe, dentre tantos outros.

O recorde mundial de profundidade é de -225 metros do mergulhador Stig Aavall SEVERINSEN na data de 2007-06-16.


Mergulho autônomo, a modalidade permite que o mergulhador fique mais tempo embaixo d'água com auxílio do equipamento de respiração. O mergulho autonomo pode ser dividido basicamente em: Mergulho recreativo e Mergulho tecnico (ou descomprensivo).

Os manuais das várias certificadoras de mergulho recreacional, apontam para a profundidade limite para este tipo de mergulho, na casa dos quarenta metros de profundidade.

A partir daí, os efeitos da narcose pelo nitrogênio se acentuam, tornando arriscado o mergulho realizado simplesmente com ar comprimido (composto por aproximadamente 21% de oxigênio e 79% de nitrogênio).

Para outros tipos de mergulho que fogem do recreacional ou esportivo, são usadas misturas de gases, como por exemplo, o "trimix", onde se aumentam as porcentagens do gás hélio.

Mergulhos considerados "profundos" são extremamente arriscados e não são autorizados para mergulhadores recreacionais.

O recorde em mergulho autonomo pertence ao mergulhador técnico Sul Africano Nuno Gomes que desceu -318,25 metros de profundidade.

Para tanto, o mergulhador deve se submeter a cursos especiais, onde tabelas de mergulho são estudadas em detalhes, procedimentos de emergência são apresentados e os equipamentos igualmente são especiais.

Diversos outros tipos de mergulho têm surgido nos últimos anos.

Mergulhos recreacionais onde se utilizam o "Nitrox", uma mistura enriquecida de oxigênio, igualmente exigem do mergulhador um conhecimento específico, devendo o mesmo se submeter a cursos oferecidos pelas diversas certificadoras mundiais. As misturas Nitrox (também conhecidas como EAN - Enriched Air Nitrox) mais comuns são as EAN32 - 32% de oxigênio e 68% de nitrogênio - e EAN36 - 36% de oxigênio e 64% de nitrogênio.

O mergulho em caverna, que mistura técnicas de Espeleologia e mergulho, é um dos tipos mais emocionantes e fascinantes desta prática, mas igualmente e na mesma proporção, um dos mais perigosos, exigindo dos seus praticantes conhecimentos específicos para a prática (desde a maneira correta de bater as pernas na natação, até o conhecimento de cabos e carretilhas, além da utilização de equipamentos em redundância - em duplicidade).

Equipamento de mergulho


Para um mergulho seguro, é necessário o uso uma série de equipamentos que proporcionarão tranqüilidade, conforto e, obviamente, segurança ao mergulhador. Para uma descrição mais detalhada sobre cada um desses equipamentos, veja o artigo principal: Equipamentos de mergulho.


Snorkel
Snorkel é um tubo, de aproximadamente trinta centímetros, que contém um bocal e permite respirar o ar do ambiente pela boca, sem levantar a cabeça da água. Os mais atuais possuem uma válvula (válvula de purga) que permite a respiração e aspiração em diferentes estágios. Possuem também um dispositivo "quebra-onda" na extremidade mais externa que auxilia no mergulho em águas marítimas.







Cilindro de ar comprimido
O que diferencia a capacidade e a quantidade de ar dentro do cilindro, além naturalmente do seu tamanho é a pressão utilizada no seu enchimento. Os cilindros mais utilizados pelos mergulhadores, pesam de doze a quinze quilos e armazenam aproximadamente 2400 litros de ar comprimido. O mecanismo que permite respirar embaixo d´agua é o regulador. Obrigatoriamente, quando o cilindro é cheio com outro tipo de mistura gasosa, diferente do ar comprimido, deve-se apresentar identificação visual própria, alertando o mergulhador sobre qual gás está contido no cilindro. A relação tempo/cilindro é variavel, pois depende da profunidade(pressão que se encontra o mergulhador) e do ritmo respiratório.


Roupas isolantes
As roupas isolantes evitam a perda do calor do corpo e protegem a pele contra queimaduras de corais, animais venenosos ou cortes de pedras. Geralmente, são feitas de neoprene, um tipo de borracha que contém milhares de minúsculas bolhas em seu interior. Graças a essa característica, a água que entra na roupa nao sai, logo ela é aquecida pela temperatura corporal e cria uma barreira isolante entre o mergulhador e o meio líquido no qual ele está envolto. Existem também as roupas secas feitas de neoprene ou borracha vulcanizada, que impedem a passagem de água para dentro roupa. São muito usadas em locais inóspitos e muito frios, como em cavernas, mergulhos profundos, em altitudes e embaixo do gelo ou durante atividades muito prolongadas como no caso do mergulho comercial.

Para as "roupas secas" se exige conhecimento técnico específico, sendo que as diversas certificadoras de mergulho recreacional no mundo apresentam cursos próprios.

Cinto de lastro
Equipamento utilizado para compensar a flutuabilidade causada principalmente pela roupa isolante e pela gordura corporal.

A quantidade de lastro (chumbo) varia de mergulhador para mergulhador, dependendo assim da sua flutuabilidade natural.


Nadadeiras
Uma vez que não se utilizam os braços na natação subaquática, o movimento das pernas é o responsável pelo deslocamento do mergulhador.

Feitas de borracha ou silicone, as nadadeiras podem ser basicamente de dois modelos: de calcanhar aberto (nadadeiras abertas), o que quase sempre exige o uso de uma bota por dentro da nadadeira; e a de calcanhar fechado(nadadeiras fechadas).

De tamanhos variáveis, conforme a utilização, como regra temos as de tamanho grande (jumbo), para o mergulho livre, uma vez que se exige maior velocidade do mergulhador para atingir a profundidade desejada, já que não há suprimento de ar além dos limites dos pulmões; e as menores e mais largas, que proporcionam maior força, o que é necessário quando se nada com equipamento completo (roupa, cilindro, colete, cinto de lastro).


Colete equilibrador
Equipamento de segurança, o colete equilibrador é necessário para manter uma flutuabilidade perfeita do mergulhador.

O colete equilibrador é formado por um colete com bolsas que se inflam de ar na medida em que o mergulhador aciona um botão próprio (power), ligado a uma mangueira de baixa pressão ao cilindro.

Inflando o colete, naturalmente em razão do ar nas bolsas, tenderá a flutuar, e torna-se equipamento de segurança para a flutuação do mergulhador na superfície.

Da mesma maneira, o próprio mergulhador pode desinflar o colete, apertando outro botão de comando.

Com tal manobra, deixa-se o ar escapar, diminuindo-se a capacidade de flutuação, afundando por conseqüência.

Uma perfeita regulagem pelo mergulhador, torna o mergulho além de seguro, extremamente confortável.

Lanterna
De uso obrigatório nos mergulhos noturnos, quando inclusive se exige mais de uma lanterna como equipamento de segurança, é também utilizada durante o dia para melhor visualização do interior de tocas. A lanterna quando apontada para uma criatura marinha ou coral revela sua verdadeira cor, porque quanto mais fundo mais as cores se perdem devido a refração da luz, o único meio de observar a verdadeira coloração é através de uma fonte alternativa de luz (lanterna)


Computadores
Um computador de mergulho consiste num equipamento eletrônico que aponta a profundidade em que mergulhador se encontra, elaborando cálculos de forma extremamente rápida, apontando imediatamente o tempo que o mergulhador poderá ficar naquela profundidade sem a necessidade de submeter-se a paradas descompressivas. Elabora também cálculos para mergulho descompressivo, apontando o número de paradas, a profundidade e o tempo exigido para a eliminação do nitrogênio residual, evitando-se assim a ocorrência da doença descompressiva. Indica ainda os intervalos de tempo de superfície, calcula o tempo de mergulhos sucessivos e alerta para impossibilidade de voar logo após alguns mergulhos, dependendo da profundidade atingida e do tempo de duração.

Riscos do mergulho

Nitrogênio residual
O nitrogênio residual é o nitrogênio remanescente no corpo após um mergulho, cujo tempo de demora para ser eliminado depende do tempo de mergulho e da profundidade atingida. Como regra, o tempo de segurança entre um mergulho e outro é de doze horas, mas em casos especiais este tempo deve ser aumentado (por exemplo, quando se ultrapassa os limites do mergulho não descompressivo). Caso a eliminação do nitrogênio residual seja deficiente (por fatores de saúde ou externos como uma subida muito rápida) pode ocorrer a geração de bolhas de nitrogênio que não conseguem ser eliminadas do corpo humano, ficando retidas em tecidos ou na circulação sanguínea. Esta ocorrência é chamada de Doença Descompressiva.

O exemplo ilustrativo clássico da doença descompressiva, conhecida popularmente por "bends", do inglês: dobrar, é da abertura abrupta de uma garrafa de refrigerante ou de uma garrafa de champagne.

O gás sob pressão no interior da garrafa fica misturado ao líquido sem apresentar qualquer indicador visual da sua existência.

Com a abertura da tampa, de forma rápida, o gás carbônico que estava diluído no líquido se transforma rapidamente em bolhas, formando-se assim a espuma característica.

Ao contrário, caso se faça um pequeníssimo furo ou uma abertura de igual tamanho na rolha ou na tampa da garrafa, permitindo a saída do gás de forma lenta, não há a formação de bolhas.

Da mesma forma, quando respirado sob pressão, o nitrogênio se dissolve no sangue de forma imperceptível (lembremos que a cada dez metros de profundidade há um aumento de uma atmosfera de pressão).

Quanto mais tempo e mais profundo se mergulha, maior a concentração de nitrogênio no sangue e nos tecidos.

Mantida a mesma profundidade, ou subindo-se de forma lenta e com a observância das tabelas de descompressão, o nitrogênio não se transforma em bolhas e é eliminado naturalmente pelo corpo.

Ao contrário, caso haja uma subida rápida e/ou sem observar os limites impostos nas tabelas de mergulho, o nitrogênio diluído no sangue acaba por se transformar rapidamente em bolhas, que por sua vez, se expandem procurando sair também rapidamente do sangue e dos tecidos.

A rapidez como as bolhas buscam sair do sangue e eventual formação e parada destas bolhas na corrente sanguínea podem causar diversas lesões no corpo humano, desde gravíssimas hemorragias até paradas cardio-respiratórias, podendo levar o mergulhador ao óbito.

Como regra simples e de fácil entendimento, poderíamos traçar uma linha entre o tempo de mergulho e a profundidade, sendo que conforme mais se avança no tempo de duração do mergulho e na profundidade atingida, maior o tempo para que o corpo consiga eliminar as bolhas de nitrogênio que se formam no sangue quando o ar é respirado sob pressão.

As primeiras tabelas de mergulho foram feitas com base em militares da marinha americana, sendo que naturalmente os mesmos apresentavam condições físicas superiores a uma pessoa normal (sem o treinamento físico a que eram submetidos).

Com o passar do tempo, novas tabelas foram sendo elaboradas, levando em consideração um mergulhador sem a condição física privilegiada dos militares da marinha.

Com isso, as tabelas apresentaram tempos superiores para a descompressão (eliminação das bolhas de nitrogênio no sangue e nos tecidos).

Com o acesso facilitado às câmaras hiperbáricas (câmaras onde a pressão é superior a da atmosfera, reguladas artificial e controladamente por técnicos), possibilitou aos mergulhadores, não só os profissionais e militares, como aos amadores, um socorro mais eficaz para as doenças descompressivas.

Embolia traumática
A embolia traumática é um dos mais perigosos acidentes do mergulho. Este acidente acontece se o ar contido nos pulmões ficar bloqueado ou não for expelido em quantidade suficiente durante a subida. O mergulhador nunca deve prender a respiração enquanto sobe à superfície. Os gases, conforme o mergulhador sobe, se expadem dentro do corpo, pela diminuição de pressão e podem até estourar os pulmões.

A velocidade normal e máxima de subida é de 18 metros por minuto. Uma velocidade menor é aceitavel e apropriada.


Narcose
O nitrogênio quando respirado sob pressão pode trazer efeitos para a consciência humana.

Quanto mais profundo, aumentando-se a pressão parcial do nitrogênio, maiores os efeitos da narcose, que se assemelham muito aos efeitos do álcool no organismo humano.

Euforia, desorientação e atitudes inconseqüentes são sinais bastante comuns da narcose.

Tão logo o mergulhador perceba tais sintomas deve imediatamente subir para uma profundidade onde os mesmos não mais se pronunciem.

Da mesma forma que conforme se aumenta a profundidade, os sintomas se tornam mais fortes, diminuindo-se a profundidade os sintomas tendem a desaparacer por completo.

Embora a narcose por nitrogênio seja a mais amplamente divulgada, alguns estudos apontam para a existência da narcose por oxigênio. Apesar do oxigênio apresentar capacidade de narcose maior que o nitrogênio, seu rápido metabolismo pelo corpo humano diminui seu impacto.

Ataques de animais
Apesar de pouco comuns, podem causar lesões nos mergulhadores exigindo socorro imediato e a intervenção médica em alguns casos.

Na verdade o imaginário popular, aumentado pela imagem distorcida dos filmes cinematográficos, aponta o tubarão como o mais sério dos ataques dos animais marinhos.

Entretanto, estatisticamente, morrem mais pessoas picadas por abelhas e atacadas por hipopótamos, que mergulhadores mordidos por tubarões.

Mesmo numa escala bastante reduzida, comparado a outros tipos de ataques de animais sob a face da terra, o ataque de tubarões é mais comum contra banhistas e surfistas do que contra mergulhadores.

Tal fato se explica principalmente porquanto ataques de tubarões ocorrem na esmagadora maioria como uma forma equivocada de alimentação, uma vez que o ser humano, efetivamente, não faz parte da sua cadeia alimentar.

Os mergulhadores estão mais sujeitos a lesões causadas por animais que possuem espinhos, como raias ou ouriços do mar, ou que produzem substâncias urticantes, como por exemplo, as águas vivas.

Também na grande maioria, tais ferimentos ocorrem de forma acidental, quando o mergulhador entra em contato com estes tipos de animais.

Um conhecimento um pouco mais apurado e uma cautela maior quando na presença destes animais, evita na quase totalidade dos casos, acidentes e ferimentos

Dieta aquática

Água
Devido a grande facilidade para desidratação ( fator que contribui ao aparecimento de doença descompressiva ) é recomendado o re-dobrado consumo de água, antes do mergulho. Após ou entre os mergulhos são recomendadas bebidas isotônicas para repor também os sais minerais.


Leite condensado
O contato por tempo prolongado com a água em temperatura mais baixa que o ambiente provoca excessiva perda de calorias. Os mergulhadores chegam a perder até quatro quilos num só dia na água. Por isso digerem substâncias doces, como leite condensado para reforçar as calorias que o organismo metaboliza com muita rapidez. A alta concentração de sal na água também resseca a boca dos mergulhadores, que procuram substâncias doces para conservar o paladar.


Perda de peso
Os mergulhadores que fazem caça submarina perdem quatro quilos em média, pois permanecem muitas horas dentro da água. Quem faz mergulho autônomo perde em média 900 calorias por mergulho.

20/03/2008

CAPOEIRA

A capoeira é uma expressão cultural que mistura, luta, dança, cultura popular, música e brincadeira. Desenvolvida por escravos africanos trazidos ao Brasil e seus descendentes, é caracterizada por movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos e elementos ginástico-acrobático, todos incorporados a uma malandragem tipicamente brasileira. Uma característica que a distingue de outras lutas é o fato de ser acompanhada por música.

A palavra capoeira tem alguns significados, um dos quais refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil. Foi sugerido que a capoeira obteve o nome a partir dos locais que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata




História

Durante o século XVI, Portugal enviou escravos para a América do Sul, provenientes da África Ocidental. O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos, com 42% de todos os escravos enviados através do Atlântico. Os seguintes povos foram os que mais frequentemente eram vendidos no Brasil: grupo sudanês, composto principalmente pelos povos Iorubá e Daomé, o grupo guineo-sudanês dos povos Malesi e Hausa, e o grupo banto (incluindo os kongos, os Kimbundos e os Kasanjes) de Angola, Congo e Moçambique.

Os negros trouxeram consigo para o Novo Mundo as suas tradições culturais e religião. A homogeneização dos povos africanos sob a opressão da escravatura foi o catalisador da capoeira. A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos seus opressores, praticar em segredo a sua arte, transmitir a sua cultura e melhorar a sua moral. Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Salvador, porém durante anos a capoeira foi considerada subversiva, sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas, e em Recife, onde segundo alguns a capoeira deu origem à dança do frevo, conhecida como o passo. Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador. Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da dedicação desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e se espalhou da Bahia para todos os estados brasileiros.






Capoeiristas históricos

Grandes nomes do universo da capoeiragem

Mestre Aristides
Mestre Peixinho
Juvêncio
Benedito
Bentinho
Alípio
Besouro Mangangá
Mestre Bimba
Mestre Pastinha
Mestre Nagé
Cobrinha Verde
Mestre Traira
Siri de Mangue
Aberrê
Mestre João Pequeno
Mestre João Grande
Waldemar da Paixão
Mestre Caiçara
Mestre Eziquiel
Mestre Camisa
Mestre Suassuna
Camafeu de Oxossi
Nascimento Grande
Manduca da Praia
Major Miguel Nunes Vidigal
Madame Satã
Mestre Celso Carvalho Nascimento
Mestre Artur Emidio de Oliveira
Mestre Burguês




Música

A música é um componente fundamental da capoeira. Ela determina o ritmo e o estilo do jogo que é jogado durante a roda de capoeira. A música é composta de instrumentos e de canções, podendo o ritmo variar de acordo com o Toque de Capoeira de bem lento (Angola) a bastante acelerado (Sao Bento Grande). Muitas canções são na forma de pequenas estrofes intercaladas por um refrão, enquanto outras vêm na forma de longas narrativas (ladainhas). As canções de capoeira têm assuntos dos mais variados. Algumas canções são sobre histórias de capoeiristas famosos, outras podem falar do cotidiano de uma lavadeira. Algumas canções são sobre o que está acontecendo na roda de capoeira, outras sobre a vida ou um amor perdido, e outras ainda são alegres e falam de coisas tolas, cantadas apenas para se divertir. Os capoeiristas mudam o estilo das canções frequentemente de acordo com o ritmo do berimbau. Desta maneira, é na verdade a música que comanda a capoeira, e não só no ritmo mas também no conteúdo. O toque Cavalaria era usado para avisar os integrantes da roda que a polícia estava chegando; por sua vez, a letra é constatemente usada para passar mensagens para um dos capoeiristas, na maioria das vezes de maneira velada e sutil.

Os instrumentos são tocados numa linha chamada bateria. O principal instrumento é o berimbau, que é feito de um bastão de madeira envergado por um cabo de aço em forma de arco e uma cabaça usada como caixa de reverberação. O berimbau varia de afinação, podendo ser o Berimbau Gunga (mais grave), Médio (médio) e viola (mais agudo). Os outros instrumentos são: pandeiro, atabaque, caxixi e com menos freqüência o ganzá e o agogô



Toques de capoeira

Os diferentes ritmos utilizados na capoeira, como tocados no berimbau, são conhecidos como toques; estes são alguns dos toques mais comumente utilizados:

Angola
São Bento Grande de Bimba
São Bento Grande de Angola
São Bento Grande
São Bento Pequeno
Iúna
Cavalaria
Samango
Santa Maria
Benguela
Amazonas
Idalina
Regional de Bimba




A dança na capoeira
O batuque, maculelê, puxada de rede e samba de roda são danças (manifestações culturais) fortemente ligadas à capoeira.



Roda de capoeira
A roda de capoeira é um círculo de pessoas em que é jogada a capoeira.

Os capoeiristas se perfilam na roda de capoeira batendo palma no ritmo do berimbau e cantando a música enquanto dois capoeiristas jogam capoeira. O jogo entre dois capoeiristas pode terminar ao comando do capoeirista no berimbau (normalmente um capoeirista mais experiente) ou quando algum capoeirista da roda entra entre os dois e inicia um novo jogo com um deles.

O tamanho da roda pode variar de um diâmetro de três metros até diâmetros superiores a dez metros, ao mesmo tempo que pode ter meia dúzia de capoeristas até mais de uma centena deles.

O jogo normalmente se inicia ao pé dos berimbaus. A roda de capoeira pode se realizar em praticamente qualquer lugar, em ambientes fechados ou abertos, sobre o cimento, a terra, a areia, o asfalto, na rua, numa praça, num descampado ou em uma academia.

Para que a roda seja realizada precisamos de uma orquestra de instrumentos. A orquestra dos grupos de angola é normalmente configurada assim: ao centro da orquestra um berimbau berra-boi ou gunga (com a maior cabaça) que faz o som grave, do lado direito um berimbau gunga ou médio (com a cabaça média) que faz um som intermediário, do lado esquerdo um berimbau viola (com a cabaça menor) que faz o som agudo. Ao lado do gunga vão por ordem o atabaque, um pandeiro e um agogô, já ao lado do viola vão: mais um pandeiro e um reco-reco (intrumento comumente feito do bambu).

A roda de capoeira é um microcosmo que reflete o macrocosmo da vida e o mundo que nos cerca. Vários elementos permeiam nossas relações com o mundo e no Jogo de Capoeira estes elementos aparecem de maneira intensa. Respeito, malicia, maldade, responsabilidade, provocação, disputa, liberdade, brincadeira, e poder, entre outros, estão presentes em maior ou menor intensidade durante um jogo, e não há um jogo igual ao outro, mesmo com um mesmo oponente.

Em geral a capoeira não busca destruir o oponente, porém contusões devido a combates mais agressivos não são raras. Entretanto, de maneira geral o capoerista prefere mostrar sua superioridade "marcando" o golpe no oponente sem no entanto completá-lo. Se o seu oponente não pode evitar um ataque lento, não existe razão para utilizar um golpe mais rápido.

A ginga é o movimento básico da capoeira, é um movimento de pernas no ritmo do toque que lembra uma dança, porém capoeristas experientes raramente ficam gingando pois estão constantemente atacando, defendendo, e "floreando" (movimentos acrobáticos). Além da ginga são muito comuns os chutes em rotação, rasteiras, golpes com as mãos, cabeçadas (com o objetivo principal de desequilibrar), esquivas, saltos, mortais, giros apoiados nas mãos e na cabeça, movimentos acrobáticos e de grande elasticidade e movimentos próximos ao solo.

O jogo de capoeira pode durar de poucos segundos, quando há muitos capoeiristas se revezando dentro da roda, até alguns minutos. Combates longos assim são comuns quando dois capoeiristas resolvem confrontar suas habilidades ao máximo, ou mesmo quando os dois resolvem suas diferenças na roda. Em embates longos é comum a volta ao mundo, que é quando um dos capoeiristas solicita uma pausa no jogo dando algumas voltas na roda com o openente o seguindo. Depois duas a três voltas os dois saem ao pé do berimbau para continuar o jogo.

Cada toque requer uma forma diferente de jogar capoeira, a capoeira Angola pede um jogo mais lento perto do solo e com mais "mandinga" (matreiro, sutil, dissimulado), São Bento Grande de Bimba um jogo rápido e de muito chutes em rotação, Iúna um jogo com muitos floreios (movimentos acrobáticos) e assim por diante.






Estilos de capoeira

Existem muitos tipos de capoeira. Os dois principais são a capoeira Angola, e a Capoeira Regional. Mesmo existindo grupos de capoeira com apenas um estilo, a maioria dos grupos tenta a misturá-lo de alguma maneira.



Angola
A Angola é o estilo mais próximo de como os escravos jogavam a Capoeira. Caracterizada por ser mais lenta, movimentos furtivos executados perto do solo, ela enfatiza as tradições da Capoeira, sua música é lenta e quase sempre está acompanhada por uma bateria completa de instrumentos.

A designação "Angola" aparece com os negros que vinham para o Brasil oriundos da África, embarcados no Porto de Luanda que, independente de sua origem, eram designados na chegada ao Brasil de "Negros de Angola", vide ABC da Capoeira Angola escrito pelo Mestre Noronha quando ele cita o Centro de Capoeira Angola Conceição da Praia, criado pela nata da capoeiragem baiana no início dos anos 1920. Mestre Pastinha foi o grande ícone do estilo. Grande defensor da preservação da Capoeira Angola, inaugurou em 23 de fevereiro de 1941 o Centro Esportivo de Capoeira Angola. Dos ensinamentos do Mestre Pastinha foram formados grandes mestres da capoeiragem Angola, a exemplo dos Mestres: João Pequeno, João Grande, Valdomiro Malvadeza, Albertino da Hora, Raimundo Natividade, Gaguinho Moreno, 45, Pessoa Bá-Bá-Bá, Trovoada, Bola Sete, dentre outros que continuam transmitindo seus conhecimentos para os novos angoleiros.

É comum a primeira vista ver o jogo de Angola como não perigoso ou não elaborado, contudo o jogo Angola se assemelha ao xadrez pela complexidade dos elementos envolvidos. Por não ter uma sistemática estruturada de aprendizado como a Regional, seu domínio é muito mais complicado, envolvendo não só a parte mecânica do jogo mas também caracteristicas como sutileza, o subterfúgio, a dissimulação ou mesmo a brincadeira para superar o oponente. Um jogo de Angola pode ser tão ou mais perigoso do que um jogo de Regional.


Regional
A capoeira regional foi criada por Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado, 1899-1974)

Bimba criou sequências de ensino e metodizou o ensino de capoeira. Inicialmente, Bimba chamou sua capoeira de luta regional baiana, de onde surgiu o nome regional.

Manoel dos Reis Machado, conhecido por ser um habilidoso lutador nos ringues, e inclusíve, ser um exímio praticante da capoeira Angola, procurou fazer com que a capoeira tivesse uma maior força como luta, e fez isto incorporando à ela novos golpes, um fato que é conhecido, é de que Bimba teria incorporado golpes do Batuque, uma luta, já extinta, que era rica em golpes traumáticos e desequilibrantes. Inclusive, sabe-se que o pai de Mestre Bimba era praticante desta luta.

Há muita discusão também sobre se Bimba teria ou não absorvido golpes de outras lutas, como judô, o jiu-jitsu, a luta livre e o savate, luta de origem francesa, para compor sua capoeira Reginal Entre os Velhos Mestre, essa é a opinião vigente, mas apesar disto eles não acham que este fato seja negativo ou descaracterizador.

A Regional surgiu por volta de 1930. Mas Mestre Bimba se preocupou não só em fazer com que a capoeira fosse reconhecida como luta, ele também criou o primeiro método de ensino da capoeira, as "sequências de ensino" que auxiliavam o aluno a desenvolver os movimentos fundamentais da capoeira.

Em 1932 foi fundada por Mestre Bimba a primeira academia de capoeira registrada oficialmente, em Salvador, com o nome de "Centro de Cultura Física e Capoeira Regional da Bahia".

Das muitas apresentações que Mestre Bimba fez, talvez a mais conhecida tenha sido a ocorrida em 1953, para o então presidente Getúlio Vargas, ocasião em que teria ouvido do presidente: "A capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional."

Na academia de Mestre Bimba a rigorosa disciplina que vigorava determinava três níveis hierárquicos:"calouro", "formado" e "formado especializado". Uma das maiores honras para um discípulo era poder jogar Iúna, isto é, jogar na roda de capoeira ao som do toque denominado Iúna, executado pelo berimbau. O jogo de Iúna tinha a função simbólica de promover a demarcação do grupo dos formados para o grupo dos calouros. A única peculiaridade técnica do jogo de Iúna em relação aos jogos realizados em outros momentos no ritual da roda de capoeira era a obrigatoriedade da aplicação de um golpe ligado no desenrolar do jogo, além do fato de destacar-se pela maior habilidade dos capoeiristas que o executavam. O jogo de Iúna era praticado apenas ao som do berimbau, sem palmas ou outros instrumentos o que reforçava seu caráter solene. Ao final de cada jogo todos os participantes aplaudiam os capoeiristas que saíam da roda. A Regional é mais recente, com elementos fortes de artes-marciais em seu jogo. A Regional (Luta Regional Baiana) tornou-se rapidamente popular, levando a Capoeira ao grande público e mudando a imagem do capoeirista tido no Brasil até então como um marginal. Seu jogo é mais rápido, mas também existem jogos mais lentos e compassados. Apesar do que muitos pensam, na capoeira regional não são utilizados saltos mortais, pois um dos fundamentos da capoeira regional, segundo Mestre Bimba é manter no mínimo uma base ao solo (um dos pés ou uma das mãos). O forte da capoeira regional são as quedas, rasteiras, cabeçadas.

Em toques rápidos como São Bento Grande de Bimba se faz um jogo mais rápido, porém sempre com manobras de ataque e defesa (importante ressaltar que todos os golpes devem ter objetivo), mas sempre respeitando o camarada vencido (parar o golpe se perceber que o mesmo machucará o parceiro, mostrando assim sua superioridade e humildade diante do camarada). Ambos os estilos são marcados pelo uso de dissimulação e subterfúgio - a famosa mandinga - e são bastante ativos no chão, sendo frequentes as rasteiras, pontapés, chapas e cabeçadas.

Golpes e movimentos da capoeira

Movimentos da capoeiraEmbora os nomes dos golpes de capoeira variem de grupo para grupo, alguns dos principais são:

Armada

Baiana
Banda
Benção
Cabeçada
Chapa
Galopante
Macaco
Martelo
Martelo Cruzado
Meia-lua
Meia-lua de base
Meia-lua de compasso
Meia-lua de frente
Pisão
Ponteira
Queixada
Rabo-de-arraia
Rasteira
Vôo do morcego
Ponte aranha
Ponta de faca
Amazonas
Giro de mão
Corcorinha
Quebra de rins
Esquiva
Esquiva com rolê
Salto mortal
Giro de cabeça
Ginga


Graduação
O sistema de graduação varia de grupo para grupo. Nos grupos de capoeira regional ou de capoeira angola e regional, a graduação é normalmente representada pelas cores de cordas ou cordéis amarrados na cintura do jogador.

Existem várias entidades(Ligas, Federações e Confedereções) que tentam organizar a graduação na capoeira. Atualmente a Confederação Brasileira de Capoeira adota o sistema de graduação feito por cordões e seguindo as cores da bandeira brasileira. Temos então a seguinte ordem do iniciante ao mestre:


Sistema oficial de graduação da CBC

Os cordeis para graduação podem variar de acordo com o grupo de capoeirista.[1]

A- Graduação Infantil (3 a 12 anos)
1º estágio - iniciante: sem corda ou sem cordão
2º estágio - batizado: cinza claro/verde
3º estágio - graduado: cinza claro/amarelo
4º estágio - graduado: cinza claro / azul
5º estágio - intermediário: cinza claro/verde/ amarelo
6º estágio - adiantado: cinza claro / verde / azul
7º estágio - estagiário: cinza claro / amarelo / azul
B- Graduação normal (a partir de 13 anos)
1º estágio - iniciante: sem corda ou cordão
2º estágio - batizado: verde
3º estágio – graduado: amarelo
4º estágio – graduado: azul
5º estágio – intermediário: verde e amarelo
6º estágio – adiantado: verde e azul
7º estágio – estagiário: amarelo e azul
C- Docente de capoeira
8º estágio - Formado: verde, amarelo, azul e branco
9º estágio - Monitor: verde e branco
10º estágio - Instrutor: amarelo e branco
11º estágio - Contra-mestre: azul e branco
12º estágio - Mestre: branco

Repressão

Decretado por marechal Deodoro da Fonseca o Decreto Lei 487 dizia que: A partir de 11 de Outubro de 1890 todo capoeira pego em flagrante seria desterrado para a Ilha de Fernando de Noronha por um período de dois a seis meses de prisão. Parágrafo único: É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira, a alguma banda ou malta, aos chefes impor-se-á a pena em dobro.

Os capoeiristas costumavam usar calças boca de sino e no período em que a capoeira ficou proibida por lei (1890-1937) a polícia, para detectar os capoeiristas, colocava um limão dentro das calças do indivíduo. Se o limão saísse pela boca das calças, a pessoa era considerada capoeirista.

Em 1824, os escravos que fossem pegos praticando capoeira recebiam trezentas chibatadas e eram enviados para a Ilha das Cobras para realizar trabalhos forçados durante três meses.

3 de agosto - Dia do capoeirista
Uma lei estadual de São Paulo de 1985 instituiu o Dia do Capoeirista

Curiosidades

Mestre pastinha começou a treinar capoeira por intermédio de um africano que o viu apanhar de um rival em sua infância.
Mesmo depois de perder a visão mestre pastinha era temido por quem estava jogando com ele.
Foi mestre Pastinha que falou a famosa frase "A capoeira é Mandinga, é manha, é malícia, é tudo o que a boca come"
Dos 50 golpes bem aplicados da capoeira que Mestre Bimba ensinou, 22 eram mortais.
Em 1930, o famoso caratê não era conhecido na Bahia.
Mestre Bimba foi o Capitão da Navegação Baiana.
Mestre Bimba teve sua primeira escola de capoeira Angola, em 1918 com apenas 18 anos, obtendo apenas em 1937 o alvará da Academia de Capoeira Regional.
Segundo Mestre Noronha, o berimbau em seu tempo, era uma arma maligna e mortal. A verga (o pau do berimbau), era usado como cacetete e a varinha servia para furar os olhos do adversário que tivesse má conduta. Na época em que a capoeira era proibida.
Segundo Luis Edmundo, nos fins do século XVIII, no Rio de Janeiro, as aventuras dos capoeiras eram de tal jeito que o governo, através da portaria de 31 de outubro de 1821, estabeleceu castigos corporais e outras medidas de repressão à pratica de capoeira.
Na Bahia, de acordo com Manuel Querino, os capoeiristas se distinguiam dos demais negros porque usavam uma argolinha de ouro na orelha, como insígnia de força e valentia, e o nunca esquecido chapéu à banda.
Os capoeiristas eram contratados pelos políticos para bagunçar no dia das eleições. Enquanto as pessoas desviavam a atenção para a confusão dos capoeiras um indivíduo colocava um maço de chapas na urna ou na linguagem da época "emprenhava a urna". Vencia as eleições o candidato que dispunha de maior n.º de capoeiras.
Milhares de capoeiristas foram para a Guerra do Paraguai, pois havia sido prometida a liberdade no final do conflito àqueles que participassem da batalha.
Mestre Bimba é o mestre da capoeira regional.
Antes do arame, o "fio" do berimbau era feito de tripas de animais.

AS ARTES MARCIAIS

As artes marciais são sistemas de práticas e tradições para treinamento de combate, geralmente, sem o uso de armas de fogo ou outros dispositivos modernos.
A origem do termo artes marciais é ocidental e latina, uma referência às artes de guerra e luta. Sua origem é vinculada ao deus da guerra greco-romano Marte. Assim, as artes marciais segundo esta mitologia são as artes ensinadas pelo Deus Marte aos homens.

As artes militares ou marciais são todas as práticas utilizadas pelos exércitos no desenvolvimento de treinamento e habilidades para o uso em guerras não importando a origem ou povo que a criou.

Hoje, o termo artes marciais é usado para todos os sistemas de combate de origem oriental e ocidental, com ou sem o uso de armas tradicionais. No oriente, existem outros termos mais adequados para a definição destas artes, como Wu Shu na China e Bu-Shi-Do no Japão que também significam artes de guerra, ou "Caminho do Guerreiro".

Muitas destas artes de guerra do oriente e ocidente deram origem a artes atuais que hoje são praticadas em todo o mundo como Caratê, Kung Fu, Tae-Kwon-Do, Esgrima, Arqueirismo, Hipismo etc, e se diferem dos esportes de combate como o Boxe, Judo, Luta Olimpica, pois no esporte prevalecem as regras definidas para cada competição, já as modalidades que têm uma origem mais marcial têm como objetivo a defesa pessoal em uma situação de risco sem regras, e com o enfoque principal na formação do caratér do ser humano. No Japão, estas artes são chamadas de Bu-Dô ou "Um caminho educacional através das lutas".

A História das Artes Marciais



Sua origem confunde-se com o desenvolvimento da civilização quando, logo após o desenvolvimento da onda tecnológica agrícola, alguns começam a acumular riqueza e poder, ensejando o surgimento de cobiça, inveja, e seu corolário, a agressão.

A necessidade abriu espaço para a profissionalização da proteção pessoal. Embora a versão mais conhecida da arte marcial, principalmente a história oriental, tenha como foco principal Bodhidharma monge indiano que em viagem à China orientou os monges chineses na prática do yoga e rudimentos da arte marcial indiana o que caracterizou posteriormente na criação de um estilo próprio pelos monges de shaolin, é sabido históricamente, através da tradição oral e escavações arqueológicas que o kung fu já existia na China há mais de cinco mil anos. Da China estes conhecimentos se expandiram por quase toda a ásia. Japão e Coréia também têm tradição milenar em artes marciais.


Roda de capoeira.Recentes descobertas arqueológicas também mostram guardas pessoais, na Mesopotâmia, praticando técnicas de defesa e de imobilização de agressores. Paralelamente, o mundo ocidental desenvolveu outros sistemas, como o Savate francês. Atualmente, pessoas de todo o mundo estudam artes marciais por diferentes motivos como condicionamento físico, defesa pessoal, coordenação física, lazer, desenvolvimento de disciplina, participação em um grupo social, e estruturação de uma personalidade sadia pois a prática possibilita o extravasamento da tensão que harmoniza o indivíduo focalizando-o positivamente.

Sistemas de classificação dos estilos de luta

Existem diversos sistemas distintos de classificação dos estilos de arte marcial, adotados por diferentes culturas em momentos históricos específicos.

[editar] Na China

Praticantes de Tai Chi Chuan em treinamentoAs artes de lutas estão classificadas em dois grupos:

Wu Shu = artes de guerra onde se encontra os estilos tradicionais mais antigos, que se sub dividem em:
Estilos externos = que usam a força física. Ex: Shaolin e suas divisões.
Estilos Internos = que usam a Energia Ki. Ex: Tai Chi Chuan, Ba Gua Zhang, Xing Yi Chuan.
Kuo-Shu = artes chinesas, onde se encontram os estilos mais recentes e modernos, muito destes adaptados a competição.

No Japão

As artes da luta também se dividem em três grupos:

Bugei = o sistema é simplório, se referindo a técnicas de guerrear com o aprendizado voltado à manipulação e domínio de equipamentos bélicos tradicionais, como o arco e flecha, os diferentes tipos de espada, lança, alabardas, foices, bastões, machados, correntes, dentre vários outros, característicos da época e região.
Bujutsu = Ele está relacionado a todas as modalidades técnicas necessárias para o combate corporal, é composto por um conjunto de técnicas do bugei, definido como bugei juhappan (as 18 disciplinas de combate), incluindo equitação e natação; foi estabelecido após o período Kamakura japonês (1192-1333), após a chegada da classe samurai ao poder, sendo sua prática limitada a membros da elite guerreira, cabendo o domínio total das técnicas somente a uma pessoa, o fundador do estilo. Ex. Budo taijutsu, Kenjutsu, Iaijutsu, Ninjutsu e etc.
Budo = O budo é a evolução do bujutsu, juntamente com o bugei; contudo, o budo foi dividido em duas linhas de evolução: a linha esportiva competitiva e a linha de estudo da técnica marcial sem o propósito de guerra, evolução característica da arte marcial, e outras que mantiveram-se desde a antiguidade. Ex: Karate, Judo, Aikido, Kendo, Kyudo, etc.


No Ocidente

Artes marciais mistas.Diversas práticas marciais estão vinculadas unicamente à luta e à defesa pessoal, situação muito distinta da do oriente, que as integra a um sistema filosófico que prepara o praticante também física e espiritualmente, criando uma consciência da futilidade de viver competindo e de utilizar sua arte para agredir quem não tem o mesmo preparo.

Entre os estilos ocidentais de luta podemos citar: Savate, Kickboxing, Boxe, Luta Livre, Capoeira, Esgrima, Sambo, Brazilian Jiu-Jitsu e outros mais recentes criados principalmente da mescla com sistemas de luta orientais.

Segundo alguns historiadores, o Pankration, uma das artes marciais do Ocidente, foi levada pelos exércitos de Alexandre, o Grande, para o Oriente.

VALE-TUDO

O vale-tudo é uma modalidade de luta com contacto pleno (Full Contact) em que os adversários nem sempre precisam seguir um único estilo de arte marcial. Por exemplo, um lutador de jiu-jitsu pode lutar contra um lutador de Muay thai. Essa modalidade foi muito difundida no Brasil, inicialmente pelos irmãos Gracie. Hélio Gracie inclusive adaptou o jiu-jitsu tradicional para um jiu-jitsu aplicável ao vale-tudo.

Atualmente existem diversos eventos de vale-tudo. O evento que mais difundiu a modalidade foi o Ultimate Fighting Championship. O Pride é outro evento popular de vale-tudo, que é realizado no Japão e já destacou muitos lutadores de diversas categorias de artes marciais.

Na atualidade os praticantes de vale-tudo fazem em conjutos diversos tipos de artes marciais em contacto pleno (Full Contact): ex: No Brasil jiu-jitsu + boxe + muay thai, nos Estados Unidos kickboxing + muay thai + sanshou + wrestling, outros fazem kickboxing + muay thai + jiu-jitsu. Como não segue uma filosofia de vida que visa o engrandecimento do ser humano, o vale-tudo usualmente não é considerado uma arte marcial mas apenas um sistema de luta moderno, apesar da sua eficiência combativa

MUAY THAI



O Muay Thai (Tailandês มวยไทย - มวย = Muay = Boxe e ไทย = Thai = livre ou Pertencente a Tailândia) é também conhecido como Boxe Tailandês, é o esporte nacional da Tailândia. Esta Arte Marcial foi criada há mais de mil anos, e é considerada uma das mais poderosas lutas de contato do mundo.

Características

É conhecido como "a luta das oito armas",[1] pois caracteriza-se pelo uso dos cotovelos, joelhos, pernas e os punhos. Uma luta que além de ter socos e chutes bem desenvolvidos, é considerada uma das artes marciais que mais faz uso eficiente dos joelhos e cotovelos.

Considerado hoje como uma das melhores lutas de contato do mundo, o Muay Thai vem ganhando cada vez mais praticantes, por se tratar de uma luta muito interessante que desenvolve um ótimo condicionamento físico, concentração e auto-confiança.

A maioria das Associações e Confederações mundiais não aprova o uso das cotoveladas em lutas oficiais para manter a integridade física dos atletas, sendo consideradas somente nas regras asiáticas. Embora ultimamente as regras asiáticas estejam cada vez mais em evidência.


História


A história de Boxe tailandês caminha junto com a história do povo tailandês - ambos são entretanto difíceis de descobrir suas origens.

Quando o exército Birmane invadiu e arrasou Ayuddhaya, os arquivos de história tailandesa ficaram perdidos. Com eles, foi também muito da história do começo do Boxe tailandês. O pouco que nós sabemos, vem das escritas do birmane, visitas européias cambojanas antigas e algumas das crônicas do Reino de Lanna - Chiangmai.

O Boxe tailandês, o qual também é conhecido como Thai Boxing em alguns países como Estados Unidos e Inglaterra, é muito conhecido também como Boxe Tailandês e é uma Arte Marcial Tailandesa com mais de 2.000 anos de idade. A origem do Boxe tailandês confunde-se com a origem do povo Tailandês. Existem várias versões sobre a origem do Boxe tailandês. A mais aceite pela maioria dos Mestres de Boxe tailandês e também por vários historiadores Tailandeses é a seguinte:

A origem de seu povo é a província de Yunnam, nas margens do rio Yang Tsé na China Central. Muitas gerações atrás eles migraram da China para o local onde actualmente é à Tailândia em busca de liberdade e de terras férteis para agricultura. Do seu local de origem, a China, até o seu destino, os Tailandeses foram constantemente hostilizados e sofreram muitos ataques de bandidos, de Senhores da Guerra, de animais, e também foram cometidos de muitas doenças. Para protegerem-se e manterem a saúde, eles criaram um método de luta chamado "Chupasart".


"Corner"Este método de luta e auto-defesa fazia uso de diversas armas como por exemplo: espadas, facas, lanças, bastões, escudos, machados, arco e flecha, etc. No treino do "Chupasart", frequentemente ocorriam acidentes que causavam algumas vezes graves ferimentos aos praticantes. Para que eles pudessem treinar sem ferir-se, os tailandeses criaram um método de luta sem armas, o precursor do actual Boxe tailandês. Assim eles podiam exercitar-se e treinar mesmo em tempos de paz e sem o risco de ferir-se. No início, o Boxe tailandês era muito parecido com o Kung Fu Chinês. Um fato normal levando-se em conta à origem do povo Tailandês. O antigo Boxe tailandês utilizava-se de golpes com as palmas das mãos, ataques com as pontas dos dedos, imobilizações e mãos em garras para segurar o oponente. Com o tempo, ele foi modificando-se e transformou-se no estilo de luta que é hoje.


Antigamente, assuntos nacionais foram decididos em lutas de Boxe tailandês. O primeiro grande registro sobre o Boxe tailandês como luta e o também como uma habilidade no campo de batalha, esta na época do Rei Naresuan em 1584, um tempo conhecido como o período de Ayuddhaya. Durante este período, todo soldado treinou Boxe tailandês e deveriam utilizar o metodo, como o Rei também o fez. Lentamente o Boxe tailandês se mudou para longe de sua raiz o 'Chupasart' e técnicas novas da luta foram evoluindo. A mudança na arte foi continuada debaixo de outro Rei lutador - Prachao Sua - o Rei Tigre (ou Rei de Tigre). Ele amou Boxe tailandês tanto que ele mesmo lutava freqüentemente mascarado em locais de competição, e normalmente derrubando os campeões locais. Durante o reinado do Rei de Tigre a nação estava a paz. O Rei, manteve o exército ocupado, ordenou o treinamento em Muay tailandês. O interesse no esporte já era alto mas agora o valor do Boxe tailandês havia aumentado consideravelmente. O Boxe tailandês se tornou a favorita brincadeira e passatempo das pessoas, exército e o Rei. Fontes históricas mostram que as pessoas de todos os níveis e em momentos de suas vidas se reuniram para treinar em acampamentos. Ricos, pobres, jovem ou velhos, todos fizeram o treinamento no Boxe tailandês em algum momento da vida. Hoje temos o que podemos chamar de thai boxe o boxe tailandês ao sistema moderno.

É antiga as competições de lutas. Todas as aldeias organizavam seus prêmios e lutas e tiveram seus campeões. Todos torneios se tornaram uma competição apostada como também uma competição de orgulho local. A tradição de apostar permaneceu com o esporte e hoje são apostadas somas grandes no resultado das lutas. Boxe tailandês sempre foi popular mas como a maioria dos jogos esportivos, houve momentos em que era mais na moda. No reinado de Rei Rama V, muitos lutadores Muay eram lutadores da guarda real. Estes pugilistas foram recompensados com títulos do exército pelo Rei. Hoje os títulos, como Muen Muay Mee Chue de Chaiya ou Muen Muay Homem Mudh de Lopburi são virtualmente intraduzíveis. Eles querem dizer algo comparável a Especialização na arte de bater. Na ocasião eles foram admirados e respeitados por esses títulos. O Rama período de V era outra idade dourada do Boxe tailandês. Lutas nos acampamentos eram constantes e valorizadas, O Comando Real - recrutou os pugilistas mais talentosos para fazerem parte da guarda do Rei. Os promotores das Lutas começaram a fazer as grandes Lutas que foram dados grandes prêmios e honra aos seus vencedores. Isto emocionava as pessoas então tanto quanto os torneios principais que hoje se faz em Bangkok em lutas em estádios. As lutas não eram feitas em ringues como nós conhecemos no Boxe tailandês mais recente. Qualquer espaço disponível do tamanho certo era usado, um pátio, um descampado de aldeia. As mudanças que o esporte sofreu foram mudanças radicais inclusive no uso de equipamentos. Por exemplo, lutadores tailandeses sempre usaram os chutes baixos. Um pontapé ou joelhada nos órgãos genitais, para os Lutadores eram um movimento perfeitamente legal até os anos de 1930. Porém nessa época uma proteção foi feita de árvore, coqueiros ou conchas de mar onde envolveram o material com pedaços de pano amarrado entre as pernas e ao redor da cintura. Foi daí que surgiu a coquilha.

Em 1930 vieram as mudança mais radicais no esporte. Foi então que se introduziu as regras de hoje e regulamentos. Cordas amarradas aos braços e mãos foram abandonados e luvas passaram a ser utilizadas pelos lutadores. Esta inovação também se deve ao respeito e ao sucesso crescente dos Pugilistas tailandeses no boxe internacional. Junto com a introdução de luvas, veio classes de peso baseados nas divisões do boxe internacional. Estas e outras inovações - como a introdução de cinco rounds, substancialmente alterou as técnicas de luta que os pugilistas usavam causando assim o desaparecimento de alguns lutadores importantes da época. Antes da introdução de classes de peso, um lutador poderia lutar com qualquer adversário de tamanho e diferença de peso. Porém, a introdução das classes de peso ajudou os lutadores a lutarem mais emparelhados e uniformemente, saindo de cada categoria um campeão. A maioria dos lutadores tailandeses pertencem às classes de peso mais baixas. Setenta por cento de todos os lutadores pertencem à mosca e divisões de peso pequenos. Há médios e meio-pesados mas eles não são vistos com freqüencia e as categorias mais pesadas raramente lutam.

Os estádios, antes dos rigues atuais, começaram durante o reinado de Rama VII, antes do Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, desapareceram gradualmente mas cresceram rapidamente de novo logo depois - o Muay Thai não tinha perdido nada de sua atração. Os pugilistas da parte norte do país uma vez mais estavam na direção da fama e fortuna em Bangkok. A glória poderia ser achada em estádios como Rajdamnern e Lumpinee. Depois, eles passaram a lutar ao vivo pela televisão. O Canal 7 da Tailândia e radiodifusão começaram a mostrar as lutas em cores há mais de 25 anos atrás.

Hoje a arte de batalha evoluiu para um esporte popular.

Técnicas
As técnicas básicas do Muay Thai são os socos, chutes, joelhadas e cotoveladas. São usadas também técnicas de clinch e arremesso. O Muay Thai é uma arte de combate de contato, onde a troca de golpes dos lutadores é constante. Os tailandeses são considerados os melhores em sua Arte Marcial e frequentemente viajam a diversos países ocidentais para lutar. Golpes básicos:

Punhos (Maat)
Canelada (Tae)
Joelhada (Kao)
Cotovelada (Sot)
Defesas (Kaa´k)
Saltos ou Pulos (Kadróty)
Giros (Shorakéd)

O Clinch


ClinchO Clinch é aplicado prendendo-se o oponente em torno do pescoço ou em torno do corpo, eles não são separados e a luta continua com troca de joelhadas e cotoveladas. Geralmente em clinch também são usadas diversas técnicas de arremessar o oponente ao chão.

Técnicas Defensivas

A defesa é uma coisa muito importante no Muay Thai e são usados os ombros, os braços e as pernas (canela) como um "escudo" para obstruir as técnicas do oponente. Obstruir é um elemento importante no Muay Thai e combina-se com o nível de condicionamento do praticante. Os chutes circulares baixos e circulares médios ao corpo são obstruídos normalmente com a canela. Os golpes na parte superior do corpo são obstruídas geralmente com o antebraço, ou se possivel com a canela. Os chutes circulares médios podem também ser segurados, travando o oponente, e assim permitindo um ataque para derrubá-lo, ou jogar o oponente a distância.


Técnicas com o Cotovelo

O cotovelo pode ser usado em sete maneiras: horizontal, diagonal-para cima, diagonal-para baixo, ascendentes, descendente, para trás-girando e no ar.

Do lado pode ser usado como um movimento do revestimento ou como uma maneira cortar o rosto do seu oponente de modo que o sangue possa obstruir sua visão. Essa é a maneira mais comum de se usar o cotovelo.

Os cotovelos diagonais são mais rápidos do que os outros, mas são menos poderosos.

As cotoveladas ascendentes e no ar são as mais poderosas, mas são mais lentos e mais fáceis de evitar ou obstruir.

O cotovelo descendente é usado geralmente quando o oponente abaixa-se.

Há também uma diferença distinta entre uma cotovelada única e uma cotovelada em sequência. A cotovelada única é um movimento de cotovelo independente de todos os outros movimentos, visto que uma cotovelada em sequência é a segunda batida do mesmo braço, sendo um gancho primeiramente com uma continuação do cotovelo. Tais cotoveladas, e a maioria das outras cotoveladas, são usados quando a distância entre lutadores se torna demasiado pequena e há demasiado pouco espaço para jogar um gancho na cabeça dos oponentes.

Técnicas com o Joelho (Kao)

No Muay Thai são usadas diversos tipos de joelhadas, joelhadas "frontais", joelhadas "laterais", joelhadas saltando, joelhadas na coxa, joelhadas em clinch, etc.

Técnicas de Chutes


Chute altoOs chutes circulares e os chutes frontais são os dois chutes mais comuns no Muay Thai. O chute circular do Muay Thai foi assimilado por diversas outras Artes Marciais como por exemplo o Kickboxing. O chute circular usa um movimento rotatório do corpo inteiro. Os lutadores de Muay Thai são treinados para bater sempre com a canela. A canela é a parte mais forte da perna do lutador. O pé contem muitos ossos finos e é muito mais propenso a lesões. Um lutador pode acabar se ferindo usando somente o pé como área de impacto. Os lutadores de Muay Thai condicionam cuidadosamente suas canelas em treinos no saco pesado e em sparring também, para melhor resistencia e força na hora da luta, os lutadores praticam suas caneladas em superfícies duras, como alguns tailândeses.

Atualmente
O Muay Thai vem ganhando cada vez mais praticantes, é uma luta muito agressiva que desenvolve um ótimo condicionamento físico e mental, concentração e auto-confiança.

O Muay Thai é tão popular na Tailândia quanto o futebol no Brasil, isso faz da Tailândia a maior potência do esporte do mundo. Além de criadores do Muay Thai, os tailandeses também são os maiores lutadores do mundo na sua categoria, até 70 kg em média, devido aos tailandeses terem uma estrutura física geralmente pequena.

Ram Muay

Uma das características do Boxe Tailandês, que contribui para torná-lo mais atraente, é o acompanhamento musical.Uma outra particularidade é o ritual executado pelos lutadores antes do início do combate. Uma orquestra composta de tambores, címbalos e flautas de Java acompanha a luta ritmadamente. É importante que cada um dos músicos conheça bem o boxe Tailandês . O ritual que antecede a luta(Ram Muay) é executado de acordo com as antigas tradições. Inicialmente, o boxeador cumprimenta o público, fazendo uma reverência e mantendo as mãos acima da cabeça. Os técnicos recebem saudação semelhante. A seguir, serão executados movimentos lentos, semelhantes aos de uma dança que, em verdade, simbolizam os movimentos do Boxe Tailandês. Traduzido de maneira grosseira, Ram Muay significa "afugentar o medo do coração" e a principal finalidade desta apresentação é a de que o boxeador se concentre para a luta. Todo este ritual pode durar alguns minutos e aqueles que tiverem bons conhecimentos de Boxe Tailandês estarão aptos a reconhecer a que escola o boxeador pertence, após ve-lôs executar estes movimentos. Após cada um dos lutadores ter terminado seu ritual , se dirigem para cantos opostos do ringue , onde receberão as últimas instruções do treinador e do segundo. A seguir , esperam que soe o gongo. Pouco antes do início da luta, os boxeadores retiram as testeiras (Mong-Kon) de suas cabeças, usadas durante o ritual e que fazem parte da vestimenta tradicional.

Graduação internacional

1-Branco
2-Amarelo
3-Amarelo e branco
4-Verde
5-Verde e branco
6-Azul
7-Azul e branco
8-Marrom
9-Marrom e branco
10-Vermelho
11-Vermelho e branco
12-Preto
13-Preto e branco
14-Prata
15-Prata e ouro
16-Ouro

Graduação CBMT

1-Grau - Branco
2-Grau - Branco ponta Vermelha
3-Grau - Vermelho
4-Grau - Vermelho ponta Azul Clara
5-Grau - Azul Claro
6-Grau - Azul Claro Ponta Azul Escuro
7-Grau - Azul Escuro (Instrutor)
8-Grau - Azul Escuro ponta Preta (Instrutor Master)
9-Grau - Preto (Professor)
10-Grau - Preto com Branco e Preto (Mestre)
11-Grau - Preto com Branco e Vermelhor (Grão Mestre)

Na Tailândia não existe processo de graduaçao em faixas ou cordões.

Figuras do Muay Thai

Alex Oller

Tony Jaa (Ong-Bak) e ( O protetor )]]

Buakaw Por.Pramuk

Claudino Black Equipe Black Team

Parr de John Wayne

Samyr Zeghir

Aka Thopadak de Sinbi Taewoong

Matee Jedeepitak

Ramon Dekkers

Marfio Canoletti

Albert Kraus

Ernesto Hoost

Wanderlei Silva

Filipe Gustavo

Jefferson Tank

Amós pg

José Barradas

Lutadores Muay Thai na ficção

Joe Higashi - personagem de video game da SNK Playmore - Fatal Fury
Hwa Jai - personagem de video game da SNK Playmore - Fatal Fury
King - personagem de video game da SNK Playmore - Art of Fighting
Shura - personagem de video game da SNK Playmore - World Heroes
Sagat - personagem de video game da Capcom - Street Fighter
Kairi - personagem de video game da Capcom - Street Fighter
Adon - personagem de video game da Capcom - Street Fighter
Bruce Irving - personagem de video game Namco - Tekken 2
Brad Burns - personagem de video game da Sega - Virtua Fighter
Ting - personagem do filme Ong Bak
Khan - personagem do filme O Protetor
Jax - personagem de video game da Midway - Mortal Kombat
Bryan Fury - Personagem de video game Tekken 3
Juuken Sentai Gekiranger

Tong Po - personagem de Michel Quissi no filme Kickboxer - 1989
Irawain - personagem do game online Granado Espada
 
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